"I don't want my life to just become a file. I want to live."
Projeto novo, o Plethora. Eu percebi, já faz duas semanas (isso é o que dá procastinar...), que poucos blogs pegavam e escrutinizavam o ser humano. Talvez por medo? Ninguém gosta da verdade nua e crua. Talvez por incapacidade? As pessoas são mestres na arte do autoengano. Então, eu tomei uma decisão. Eu falaria do tudo através do nada, ou melhor, através de uma simples frase inicial a toda semana, quebrando e modelando a realidade que residia em apenas uma sentença. Ao falar de uma frase de amor, não pense que apenas me restringirei às cenas românticas. Vou começar provavelmente falando de amor. Posso chegar a crime passional, e daí começar a discutir a violência. Depois, posso passar ao bullying e terminar a postagem com as minhas idéias de uma educação melhor. De amor à escola. Dois temas diferentes, com várias fases intermediárias, vindos de uma só frase. Isso é o Plethora. Uma pletora de imagens que surgem a partir do... nada. Porque, meus amigos, o nada é o tudo, e o tudo é o nada.
A frase de hoje não é uma frase famosa. É meramente uma frase que eu inventei quando queria jogar com palavras, e vi que LIFE era anagrama de FILE. No entanto, a frase me fez pensar - por que um papel tem mais valor do que uma pessoa? Um contrato mostra isso - confia-se no papel, não confia-se na palavra, sendo que o contrato não é isento de ser, no fim, uma farsa. Muitas pessoas, além disso, vivem para os outros, guardando experiências apenas para impressionar. Feitos, coisas impressionantes. Seria maravilhoso, se não viesse de uma cabeça vazia que, tudo o que desejava, era viver para os outros.
Isso me fez pensar em algo. As pessoas podem agir de duas maneiras. Ou como espelho, ou como caixa preta. O espelho é superficial demais - mostra apenas o outro, na camada mais externa, de uma maneira bruta e imediatista. Muito parecido com pessoas idiotas que apenas sabem criticar os outros. A outra maneira é a caixa preta - não mostra nada, a primeira vista. Mas as experiências que elas têm, são delas. Basta apenas alguém se arriscar e abrir a tampa, para realmente conhecer quem reside lá dentro, inexoravelmente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário